28 maio 2008

Sem Igual



A Sony lançou uma campanha publicitária fundada no conceito colour like no other, ou seja, cor sem igual, sem comparação. Com este conceito procurou-se evidenciar a marca como uma sem paralelo, tornando-a única. Deste modo, tudo o que vem da marca é expresso de uma forma única, sem paralelo, incentivando também os trabalhadores e colaboradores a pensarem e agirem de uma forma única e sem igual.

Com esta campanha, a agência publicitária Fallon London procurou cativar o mundo imaginário e as paixões do consumidor através da cor e ideal de perfeição. A cor é o elemento visual que, de acordo com Chris Willingham, da Fallon London, é o mais importante para as pessoas quando compram uma televisão.

Partindo da referência da cor e emoções associadas ao conjunto e conceito desta, a campanha acrescenta, às televisões da Sony que procura promover, um toque humanizado. O resultado final prima por uma celebração visual simples e icónica da cor, sem igual, que vale a pena ver. Juan Cabral, director criativo da Fallon, afirma que, a lógica não foi um elemento de grande importância no decorrer do desenvolvimento da campanha. Seguir o coração e o que fazia sentir bem, deixando a criação entregue um pouco ao "sonho" que procuravam, foi muito mais importante.

O mundo colorido foi retratado em três composições diferentes. O stop motion foi uma das técnicas utilizadas, assim como a aplicação de pirotecnia, mas sem fogo de artifício, e de slow motion (vulgo câmara lenta).


Os vídeos dos anúncios estão disponíveis no Youtube. Para visualizar siga os links abaixo:

Paint (making of)

Bouncy Balls (making of)

Play-doh Rabbit (making of)

27 maio 2008

Sobre o Jejum

Quantos ovos consegues comer em jejum?




Apenas um... quando comeres o segundo já não estás em jejum!

Há Vida em... Há o quê?!

Para matar um pouco o jejum, se é que isso é possível, isto é, conceber diferentes graus de jejum...

Enfim, depois de 3 dias a dormir umas espectaculares 4 horas, posso dizer que aqui não se vive. Afinal é preciso muito treino e preparação para bater o recorde de 11 dias consecutivos sem dormir.

Claro que é de recordes que estamos a falar. Nada de projectos e a história dos três porquinhos adaptada à la architecte. Quem sabe, sabe do que estou a falar -- naturalmente.

E não sei quando isto pára!

18 maio 2008

Jejum

Após alguns dias desde o último post, venho aqui acabar com o jejum. Este blogue não morreu. Tratou-se apenas de uma pausa estratégica depois de um longo período de reflexão sobre tangas, como pude verificar pelos comentários de alguns leitores, alguns muito interessantes até.

Com o último post o Mundo descobriu uma nova espécie de citrinos: a tangarina. Agradecimentos ao Vítor pela descoberta.

Bem, queria partilhar convosco uma conclusão a que cheguei recentemente. Ou é azar, ou é muita coincidência, pois pela quadragésima-terceira vez voltei a não ganhar o Euromilhões. Começo a desconfiar...

11 maio 2008

Uma Questão de Tangas

Levar uma tanga -- Esperar por alguém que não vai aparecer.

Contar uma tanga -- Mentir.

Estar de tanga -- Ficar sem dinheiro.


Aceitam-se mais tangas.

10 maio 2008

e Deus existe

A eterna questão "Deus existe?" que vem suscitando acaloradas discussões e debates apaixonados e umas outras tantas cruzadas e jihads ao longo da História pode ter chegado ao fim. Embora todas as religiões com «r» maiúsculo do mundo reclamem para si a posse da verdade única e absoluta, a explicação do sentido da vida e do Universo, e assim o direito de definir o número de mulheres com que um homem pode casar, definir se é permissível comer pastéis de nata, ou se comer marisco é o mesmo que comprar um bilhete para o desterro perpétuo no Inferno; o tenham feito sempre sem justificar cientificamente se Deus existe, agora essa dúvida terminou.

A Igreja de Google provou cientificamente que o seu Deus existe. Esta nova religião apresenta nove provas da divindade do motor de busca que lhe empresta o nome, o Google. Mas não se limitam a acreditar no seu Deus, pois também lhe oferecem devoção com orações e até tem os seus próprios 10 mandamentos.

O Googlismo responde, no seu site, a perguntas tão fundamentais como, se Google é Deus, então quem é Satanás? Mas é interessante ver como provam a divindade do motor de busca:

1. Google sabe tudo, é omnisciente, uma vez que indexa 9,5 biliões de páginas web (muito mais que qualquer outro motor de busca) e filtra todo esse conhecimento com a sua tecnologia patenteada, ordenando a informação de modo a ser acessível e inteligível aos mortais.

2. Google está por todo o lado, é omnipresente, pois virtualmente encontra-se por todo o mundo e em simultâneo, sendo a sua presença uma constante em todas as páginas indexadas, redes sem fios e satélites.

3. Google responde às orações. Qualquer um pode rezar ao Google, pesquisando sobre qualquer problema que lhe atormente, como por exemplo, como perder peso e cremes anti-celulite. Basta perguntar ao Google que este lhe mostrará o caminho.

4. Google é imortal. Não pode ser considerado um ser físico como nós pois os seus algoritmos estão espalhados por inúmeros servidores e caso um seja danificado ou perdido, outro o substituirá imediatamente. Assim o Google pode teoricamente durar para sempre.

5. Google é infinito. Como a Internet pode crescer indefinidamente, Google irá indexar as suas páginas indefinidamente.

6. Google lembra-se de tudo, pois guarda informação sobre as páginas periodicamente nos seus servidores, podendo mesmo imortalizar os pensamentos de qualquer um desde que o coloque na Internet, ficando guardados mesmo depois da morte de quem os cogitou.

7. Google "não pode fazer mal", é omnibenevolente, dada a filosofia da empresa que afirma ser possível gerar dinheiro sem ser malvado.

8. Google é mais solicitado do que todos os outros deuses juntos, sendo evidente que satisfaz os pedidos mais rapidamente e eficientemente que todos os outros deuses.

9. A existência de Google é evidente, uma vez que existem mais provas da sua existência e manifestações da sua existência do que de qualquer outro Deus adorado até aos dias de hoje. Basta visitar www.google.com para confirmar e renovar a sua fé.

07 maio 2008

Ave rara

Asdrubal, voluntário inoportuno dos peditórios da AMI e semelhantes, carteirista por passatempo e detentor de um atestado de estupidez, que lhe foi passado inúmeras vezes não somente pelo pedopsicólogo do manicómio que visita regularmente, como também pelo próprio Asdrubal, nas mais diversas e insólitas ocasiões.

Certo dia, acorda e toma o pequeno-almoço. Faz a barba da suíça ao umbigo e aplica um pouco da eau de cologne que a sua avó lhe oferecera em 1964. Uma fragrância inconfundível. Corta as unhas de dois meses até o sangue jorrar e lhe arder os dedos, sem se esquecer de as pintar com verniz de carpinteiro -- dá a máxima protecção. Penteia as sobrancelhas, erguendo-as e puxando-as até à nuca. Está pronto para sair.

Dirige-se para o Jardim Zoológico.

Com um ar completamente discreto, puxa da sua mala Louis Vuitton uma das carteiras que pediu emprestado no dia anterior e paga o bilhete. Impávido e sereno, percorre a alameda que conduz aos primeiros animais, até acontecer o inesperado. Asdrubal vê e pára.

Asdrubal vê um indivíduo muito mal vestido, de amarelo e vermelho, com boné e roupa da marca Kodak, fraquinha, sem qualidade nem status, e repara na arara que está colocada sobre ombro, cirurgicamente ao lado do pescoço, pronta a desferir um golpe mortal e sanguinário.

Temendo pela vida, Asdrubal corre e ao chegar à rua grita freneticamente:

-- Fujam!!! Estão soltos!!! Eles estão soltos!!!

06 maio 2008

Era tão santa

Era tão santa, tão santa, tão santa, mas tão santa, que São Pedro nem esperou por ela à entrada do Céu para lhe abrir as portas. Ele próprio a foi buscar e ainda chegou antes da hora prevista.

Oh Monday!

Sei que estou atrasado, já é terça-feira. Mas 24 horas de atraso são uma ninharia se comparadas com os 20 e tal anos de atraso que envelhecem o novo aeroporto internacional de Lisboa, e ninguém dá por falta dele, pelo menos até agora.

Por falar em aeroporto, logo aviões, logo voos, logo umas cambalhotas pelas camadas de ar atmosférico de grande altitude, logo necessariamente todo o ar acima da cabeça do avançado inglês Peter Crouch: o blogue sofreu umas pequenas alterações. Digamos que foi uma lufada de ar fresco que me atingiu, mas caso não tenham reparado nas diferenças, insisto veementemente que ignorem na íntegra este post.

02 maio 2008

Até Segunda

Com a quantidade de trabalho que se avizinha, receio ter de me ausentar um pouco. Sim eu sei que já tinha sido avisado. Mas deixo-vos uma preciosidade para este fim-de-semana.

Bem, este blogue dispensa apresentações. Com um estilo muito sui generis, o Bitaites é um blogue simplesmente delicioso. Confirmem.

Bom fim-de-semana.

01 maio 2008

30 abril 2008

As duas torres

Após algum tempo, o moço pergunta à figura envelhecida, que lhe acompanhava ao lado na viagem, o que era o imponente maciço rochoso que se erguia além, no outro lado do vale que mirava. Com o peso de muitas primaveras sobre os ombros e outras guerras, a resposta saiu leve e decidida: "É a igreja de São Vicente de Fora". Enquanto o jovem digeria a informação, olhando as duas torres que era possível ver daquele local, o outro, já menos jovem, voltava-se de novo para as casas típicas, observando, pensativo, o cal que encobre a argamassa de séculos de histórias. Suspira.

"Pois eu vejo aquelas duas torres de minha casa" soltou o rapaz. Dando azo à conversa, é lhe respondido que foi construída durante o reinado dos Filipes de Espanha. Era muito avançada para a época, uma vez que já incorporava um sistema construtivo anti-sísmico.

Sem saber como arrematar a conversa, o jovem disse: "Pois, alguma coisa de jeito tinham de fazer...". A resposta foi espontânea: "Sim, nem tudo podia ser mau!"

Riram-se.

28 abril 2008

O Amor

Não acreditava no amor. Muito menos acreditava no amor à primeira vista. Até que um dia...

Apaixonei-me, à primeira vista... imagine-se! E confirmo, o amor é vermelho por fora, doce por dentro, derrete-se na boca e dá vontade de trincar, comer e ainda podemos ficar a chorar por mais.




falling in love for a Kit Kat machine

27 abril 2008

Chamem uma ambulância

"Na vida, nós temos sempre dois caminhos em qualquer altura. Glup! Podemos sempre escolher um caminho, daqueles dois caminhos. Glup! Mas ambos os caminhos estão correctos. Mas escolhemos apenas um... Glup! Só que um está mais correcto que o outro! Mas só podemos escolher um... Mas estão os dois correctos!... Glup!"

Cinco minutos depois adormeceu sobre o seu próprio leito enquanto o seu fígado (o pouco que lhe restava) fermentou até a cevada não indicar outro caminho senão o do hospital. Perderamos outro grande sábio.

25 abril 2008

Saramago, Liberdade e Jardel

Por falar em Saramago, homem pelo qual não nutro propriamente uma alegre simpatia, unicamente por questões ideológicas, contudo não deixa de merecer o meu profundo e sincero respeito. Mas não duvido que muitos façam a habitual expressão de desagrado ou apreensão quando ouvem seu nome, por puro desconhecimento de causa. É normal manifestarmos aversão ao desconhecido, pelo que sugiro que se informem (e bem) antes de torcerem o nariz e cuspirem sobre a calçada, não apenas em relação ao autor de Memorial do Convento, mas sim em relação a tudo.

Em oposição, é imaturo e inconsequente bater palmas e fazer vénia ao que nos parece bem, julgamos estar ou ser de bem, ainda que convictos lá no âmago da nossa consciência, sem antes estarmos informados (e bem) sobre a verdadeira natureza do que aplaudimos.

Isto tudo para dizer que tropecei numas palavras de Saramago que me deixaram a pensar.

"Da literatura à ecologia, da fuga das galáxias ao efeito de estufa, do tratamento do lixo às congestões do tráfego, tudo se discute neste nosso mundo. Mas o sistema democrático, como se de um dado definitivamente adquirido se tratasse, intocável por natureza até à consumação dos séculos, esse não se discute."

"Se começássemos a dizer claramente que a democracia é uma piada, um engano, uma fachada, uma falácia e uma mentira, talvez pudéssemos nos entender melhor."

Suponho que Saramago tenha uma visão mais obscura sobre o funcionamento da nossa sociedade, ainda que sustentada numa lógica plausível. Parto do princípio que estas questões são incompreensíveis aos leigos, por inércia do quotidiano, por falta de sensibilidade, podendo-lhes soar a teorias da conspiração ou meras fantasias e ficções. Daí que ainda hoje, como há 34 anos atrás em 1974, a educação, a cultura, a informação, sejam pilares fundamentais para a vida, no seu papel como agentes para o esclarecimento e combate à ignorância -- a maior das pobrezas.

Uma introdução à sociologia e antropologia revela de forma mais objectiva os mecanismos e os processos que actuam no funcionamento da sociedade. O indivíduo, localizado e inserido, é alvo de inúmeras forças e conduzido por «instituições». Não deixa de ser participativo e todos desempenham um papel, mas a liberdade é diminuída, até certo ponto. Uma maior consciência destes factos e dinâmicas despertam-nos para a realidade, de uma forma mais esclarecida. Se encetarmos numa análise mais profunda, a democracia, esse sagrado bem que tomamos como adquirido e inalienável, toma contornos menos claros.

Mas, como Jardel disse e muito bem, na sua passagem pelo futebol nacional:

"O difícil, como vocês sabem, não é fácil."